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Instituto do Sono de Santa Maria
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OBSTRUÇÃO NASAL, RONCO, ROUQUIDÃO, ENGASGOS ELETROFISIOLOGIA DA AUDIÇÃO,TERAPIA FONOAUDIOLÓGICA, FISIOTERAPIA LABIRÍNTICA DOR DE GARGANTA, DOR DE OUVIDO, APNÉIA DO SONO EMISSÕES OTOACÚSTICAS, AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL POTENCIAIS EVOCADOS MIOGÊNICOS VESTIBULARES ( cVEMP e oVEMP)  MEDICINA DO SONO, AUDIOLOGIA, OTONEUROLOGIA OTOLOGIA, LABIRINTOLOGIA, RINOLOGIA, LARINGOLOGIA. SURDEZ NA CRIANÇA E NO ADULTO, LABIRINTITES, DESEQUILIBRIO CORPORAL, PERFURAÇÃO DO TÍMPANO AUDIOMETRIA, IMITANCIOMETRIA, REFLEXO ESTAPEDIANO REABILITAÇÃO LABIRÍNTICA COM REALIDADE VIRTUAL, TERAPIA DA VOZ E DO  PROCESSAMENTO AUDITIVO VECTONISTAGMOGRAFIA, VIDEONISTAGMOSCOPIA

Seu exame da audição e do labirinto

A – Audiometria Tonal e vocal
B – Imitanciometria
C – Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico
D – Eletrococleografia
E – Potencial Auditivo Evocado de Longa Latência P300
F – Emissões Otoacústicas Transientes (EOA)
G – Emissões Otoacústicas por produto de distorção

A – Audiometria Tonal e vocal


Os círculos vermelhos mostram o valor de intensidade mais fraco ( limiar) que o indivíduo testado informou perceber em cada freqüência apresentada na orelha direita; os “X” em azul mostram os valores obtidos no lado esquerdo. Consideram-se normais níveis de até 15 dB nas crianças e 25 dB nos adultos.

O Índice de Reconhecimento de Fala (IRF) é o porcentual máximo de reconhecimento correto de monossílabos apresentadas na intensidade de máximo conforto auditivo para o indivíduo examinado ( neste exemplo 60 dB). O valor normal deve ser entre 92 e 100% de acertos.

O Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF) é o valor mínimo de intensidade de bissílabos em que o indivíduo examinado consegue repetir com 50 % de acertos. O valor normal é de até 20 dB.

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B – Imitanciometria


A timpanometria em vermelho se refere à orelha direita e em azul à esquerda. O Pico deve estar em -50 e +50 ml ( no exemplo “0” em ambos os lados) quando a pressão da orelha do ar contido na orelha média é igual a da pressão da atmosfera, caracterizando o bom funcionamento da tuba auditiva.

Os reflexos estapedianos ( contração involuntária do músculo que está ligado ao estribo quando um som forte atinge a orelha interna) devem ocorrer em valores ao redor de 90 dB (Ref Con) e a diferença com o limar tonal (LimTon) na mesma freqüência ( 500, 1000, 2000 ou 4000 Hz) deve ser de 70 ou mais dB (Dif Con ).

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C – Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico


Exame normal em resposta ao clique de 80 dBNA ( em azul a resposta da orelha esquerda, em vermelho a da direita). O primeiro pico (I) é gerado no início do nervo auditivo, o segundo pico (III) é gerado no núcleo coclear do tronco encefálico e o terceiro pico (V) no núcleo do lemnisco lateral do tronco encefálico. A diferença de latência (tempo transcorrido entre o estímulo acústico e aparecimento da resposta) interpicos I-V pode ser de até 4,50 milissegundos (ms) e I-III até 2,40 ms. A diferença de latência entre a onda V de um lado comparada com a do outro não deve ser maior que 0,30 ms.

Exame normal em que a resposta superior foi obtida em resposta ao clique de 80 dBNA na orelha direita. A resposta inferior foi obtida em resposta ao Tone Burst de 2000 Hz na mesma orelha direita. Observa-se que a latência aumentou de forma fisiológica para todos os picos quando se compara a resposta com o tone burst com aquela do clique.

Exame normal em que as duas primeiras linhas foram obtidas em resposta ao clique de rarefação de 80 dBNA, as duas linhas seguintes se referem a respostas obtidas com cliques de compressão.
A subtração das duas primeiras respostas cancela os picos I, III e V e salienta o microfonismo coclear que tem origem nas células ciliadas da orelha interna.
A soma das duas primeiras respostas cancela o microfonismo coclear e salienta os picos I, III e V.

Exame de uma criança normal. Observa-se os picos I,III e V em resposta ao clique na intensidade de 80 dBNA ( primeiro traçado) com morfologia e latências normais para a idade (11 meses). Com a diminuição da intensidade do estímulo apenas o pico V se mantém na resposta ao clique de 20 dBNA ( último traçado).

Os dois primeiros traços da figura à esquerda forma obtidos em resposta ao clique de 80 dBNA apresentados na orelha esquerda e mostram os picos I,III e V com latências normais.Os três inferiores foram obtidos e resposta ao clique de 90 dBNA apresentado na orelha direita do mesmo indivíduo e mostram o pico I com latência normal, O pico III ausente e o pico V com latência aumentada.
Na figura do lado direito observam-se os traços resultantes da soma dos traços da figura do lado esquerdo definindo melhor a alteração detectada e sugestiva de patologia entre a cóclea e o núcleo coclear.

Os traços da azuis da figura da esquerda mostram as respostas obtidas estimulando a orelha esquerda com cliques de 85 dBNA e, os vermelhos, à direita do mesmo indivíduo. A figura da direita mostra o resultado da soma dos traços da figura à esquerda. Neste caso, além das alterações semelhantes às do exemplo anterior, observadas à direita, o aumento das latências dos picos III e V do lado esquerdo caracteriza patologia funcional bilateral entre a cóclea e o núcleo coclear.

 

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D – Eletrococleografia


A determinação da latência do pico I do PEATE é muito importante para o diagnóstico baseado o intervalo de latência interpicos I-V. Em alguns casos o pico I esta ausente ou muito mal definida na pesquisa do PEATE e a determinação do Potencial de Ação do VIII (PA) para pela ECOG ajuda muito na determinação deste intervalo, uma vez que o pico I do PEATE e Potencial de Ação da ECOG são o mesmo fenômeno bioelétrico. Vejam a grande amplitude do PA nos exemplos acima obtidos em um individuo normal.

O potencial de ação composto do nervo auditivo ( atividade elétrica gerada pelo potencial de ação do nervo auditivo combinada com o potencial de somação gerado nas células ciliadas da cóclea) captado pela Eletrococleografia é útil na investigação da hidropsia endolinfática (hipertensão dos líquidos endolabirínticos). A resposta fica deformada como no exemplo acima.

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E – Potencial Auditivo Evocado de Longa Latência P300


Figura 4 – O primeiro traçado mostram a resposta ao estimulo raro (2000 Hz binaural); o traçado central mostra a resposta ao estimulo freqüente (1000 Hz binaural); o traçado inferior mostra o resultado da subtração dos dois primeiros traçados dos dois segundos cancelando N1 e P2 (presentes nos dois primeiros traçados) e salientando o P300 (presente apenas no primeiro traçado).
A presença do P300 caracteriza que o indivíduo examinado diferenciou os dois tipos de estímulo e executou a tarefa adequada cada vez que o estímulo raro apareceu.
Quando o P300 esta ausente ou com a latência maior que esperada para a idade suspeita-se de distúrbio no processamento auditivo cerebral.

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F – Emissões Otoacústicas Transientes (EOA)


Os triângulos unidos por linhas cheias mostram a intensidade do ruído de fundo presente na hora em que foi realizado este exame ( entre 3 e 16 dB negativos nas freqüências de 500 a 4000 Hz). No lado esquerdo (em azul) o valor em dBNPS das EOA tem praticamente o mesmo valor do ruído de fundo sendo consideradas ausentes. No lado direito ( em vermelho) os valores de em dDBNPS variam de zero a 16 dBNPS e a diferença entre o ruído de fundo e o valor da intensidade da EOA foi de 8 a 24 dB ( o normal desta diferença, em adultos, é de ser no mínimo 3 dB) sendo consideradas presentes.

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G – Emissões Otoacústicas por produto de distorção


As Emissões Otoacústicas por produto de distorção obtidas no mesmo indivíduo do exemplo anterior mostram-se presentes dos dois lados, com menor amplitude no lado esquerdo.

A audiometria tonal deste indivíduo mostrava limiares tonais em zero, 5, zero, zero, 10 e 10 dBNA no lado direito e 50, 50, 30, 25, 20 e 30 dBNA nas freqüências de 500, 1000, 2000, 3000,4000 e 6000 Hz respectivamente.

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Pedro Luis Cóser, janeiro de 2009.

 
 
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