+ COM SEU OUVIDO
1) Quando suspeitar que a audição possa não estar normal:
Faça as perguntas abaixo. Elas podem ajudá-lo a analisar se sua audição precisa ser verificada:
- Você costuma pedir para que as pessoas repitam o que acabaram de dizer?
- Você prefere o volume da TV ou do rádio mais alto do que os demais?
- As pessoas parecem estar murmurando quando falam com você?
- Você tem zumbido nos ouvidos?
- Você responde coisas diferentes das que foram perguntadas?
- Você sente dificuldades durante conversas ao telefone?
- Você escuta o que as pessoas falam, mas não entende?
Se a resposta para alguma destas perguntas for afirmativa, é recomendável que você procure um médico otorrinolaringologista para uma avaliação mais detalhada, pois você pode estar desenvolvendo uma perda auditiva.
Saiba que não existe idade para se suspeitar de uma perda auditiva, leve seu filho ao otorrinolaringologista se houver qualquer suspeita de que ele possa não estar ouvindo bem:
Principais sinais a para observar:
- Não reage a barulhos como trovão, buzina, bater de porta etc.
- Não responde quando é chamado.
- Não reage a com voz da mãe no berço.
- Chora e grita muito.
- Tem dificuldade para falar ou não fala nada a partir de um ano e meio de idade
- Mexe os lábios, mas não fala.
- Aumenta o rádio ou TV.
- Pede para repetir o que é dito.
- É distraído, desatento e agitado.
2) Quando pensar em limpar os ouvidos:
Saiba que ouvido é auto limpante.
Não há necessidade de limpar usando cotonetes ou qualquer outro instrumento.
O próprio organismo se encarrega de eliminar o excesso de cerume, jogando-o para fora do canal.
Ao usarmos cotonetes acabamos por empurrar novamente para dentro do ouvido aquele cerume que o organismo já havia eliminado e corremos risco de provocar acidentes, inclusive perfuração da membrana timpânica.
A limpeza deve ser feita com o dedo ou com uma toalha, apenas no orifício externo do canal auditivo.
Quando a cera é excessivamente produzida e não eliminada, causando surdez e desconforto, o médico deve ser procurado para fazer sua remoção.
3) Quando notar que sai secreção do ouvido constantemente:
Saiba que muitas infecções simples podem causar a saída de secreção pelo ouvido, no entanto se a secreção é persistente provavelmente deve haver uma perfuração no tímpano e não raramente a associação com o Colesteatoma.
4) Quando pensar em coçar o ouvido:
Saiba que o primeiro mandamento é: não coçar!
Algumas condições alérgicas afetam a orelha externa e podem ser controladas com medicações, cremes, gotas.
Muitas vezes o excesso de limpeza do canal auditivo externo remove totalmente o cerume. Isso pode deixar a pele seca e desprotegida causando a coceira.
5) Quando ficar tonto (sentir que tudo parece girar...) toda vez que deite ou se vire na cama, levante ou abaixe a cabeça:
Saiba que existe uma doença, hoje em dia muito melhor compreendida e tratada, chamada de Vertigem Postural Paroxística Benigna. Ela é muito comum (produz tontura rotatória em 20 % das pessoas com menos de 50anos e 40% nas demais) e seu tratamento pode ser totalmente curativo com manobras de reabilitação vestibular, muitas vezes sem emprego de medicamentos.
6) Quando perceber que vez que ao tomar banho de piscina, de rio ou de mar freqüentemente, fique com dor de ouvido:
Saiba que dor de ouvido relacionada ao contato com a água é muito comum, principalmente no verão. Na vigência de um dor de ouvido, não tome nenhuma atitude, como pingar qualquer tipo de substancia no ouvido, sem consultar o medico antes. Limite-se a analgésico e calor local com toalhas mornas.
7) Quando perceber que seu ouvido ‘tampa’ quando você desce a serra ou quando, viajando de avião, este está diminuindo a altitude do vôo:
Saiba que o ouvido tem uma comunicação com o nariz através de um ducto chamado tuba auditiva. Essa tuba tem entre suas funções a de manter iguais a pressão interna do ouvido e a externa do ambiente. A diferença de pressão atmosférica não compensada pela tuba incompetente gera esse tipo de sensação que normalmente é transitória.
No momento da descida o desconforto pode ser evitado com a deglutição (que abre a tuba auditiva e permite que a pressão interna do ouvido aumente proporcionalmente à da atmosfera) ou provocando a entrada forçada de ar para dentro do ouvido com manobra de Valsalva (forçar a saída de ar pelo nariz com este tapado).
Se essa sensação persistir por mais tempo o médico deve ser procurado.
8) Quando meu ouvido ‘estala’ freqüentemente:
Saiba que várias podem ser as causas para esse problema tão comum.
Muitas vezes a presença de cerúmen acumulado no canal auditivo pode causar essa sensação. Infecções, como a otite média secretora, são outra causa comum. Não raramente problemas na articulação temporo-mandibular também pode cursar com esse sintoma.
9) Quando o ruído ambiente é excessivo:
Evite a exposição ao ruído excessivo (aquele que faz com que tenhamos que elevar o volume de da voz para sermos compreendidos), pois este pode causar danos irreversíveis a sua audição.
Se tiver que se expor ao ruído de máquinas, motores, ferramentas ruidosas use sempre um equipamento protetor (abafador auricular).
Para algumas pessoas basta usar um única vez uma furadeira elétrica sem proteção para ficar com perda auditiva e zumbido permanentes .
10) Quando tiver ou suspeitar que o bebê possa estar com dor de ouvido:
Evite o uso de gotas auriculares para o tratamento de “dor de ouvido”. O uso delas não alivia a dor e ainda pode causar, se usadas de por vários dias, otite externa que produz coceira, grande desconforto e irritabilidade.
+ COM SEU NARIZ
1) Quando notar que há uma obstrução nasal:
Saiba que as fossas nasais se alternam na permeabilidade. É normal que uma esteja obstruída e outra não, esta obstrução e desobstrução ocorrem de forma cíclica durante todo o dia. Ao deitar de lado saiba que a narina que fica embaixo obstrui e a que fica para cima desobstrui.
Procure o médico se obstrução for bilateral, ou unilateral persistente.
Evite o uso de medicamentos tópicos nasais que contenham substancias vasoconstritora (nafazolina, oximetazolina, xylometazolina e muitas outras) por mais de 02 a 03 dias. Eles são excelentes para o tratamento da obstrução nasal causada por gripes e resfriados, mas não devem ser usados quando a causa da obstrução nasal for rinite alérgica ou desvio do septo nasal.
Elas podem causar rinite medicamentosa (quando a obstrução é causada pelo uso do medicamento e paradoxalmente, ao invés de aliviar a obstrução nasal,é a sua causa).
Saiba também que uso soluções salinas (que contém apenas cloreto de sódio a 0.9% ou 3%, combinadas ou não com oligoelementos presentes no sal marinho) podem ser usadas sem nenhuma restrição.
2) Quando notar que sai uma secreção persistente, purulenta e mal cheirosa de uma fossa nasal de criança:
Saiba que este pode ser o sinal que um corpo estranho de fossa nasal pode estar presente e o médico deve ser consultado
3) Quando notar uma obstrução nasal unilateral que vai se acentuando progressivamente:
Saiba que um médico deve ser procurado sem muita perda de tempo, pois a causa da obstrução pode ser um pólipo ou até mesmo um tumor.
4) Quando notar que uma secreção clara, acompanhada de obstrução, saindo pelas narinas:
No primeiro ou segundo dia após a instalação do sintoma o uso de sprays ou gotas de solução salina e manobras para manter as fossas o mais desobstruídas possível é indicado. Se obstrução for muito intensa o uso de gotas com vaso constritor por 02 a 03 dias pode ser feito, lembrando que em crianças com menos de 2 anos de idade e adultos hipertensos ele é contra-indicado. O uso de descongestionantes orais também pode ser empregado (contra-indicado em pessoas com hipertensão arterial, glaucoma e hipertrofia da próstata).
Se a obstrução e secreção persistirem ou se coloração se coloração da secreção mudar para amarelo-esverdeado o médico deve ser procurado.
+ COM SUA GARGANTA
Conheça as recomendações da Associação Brasileira de Laringologia e Voz:
1) São hábitos prejudiciais à voz:
- falar alto, gritar, cochichar
- mau uso ou abuso vocal
- falar rápido, sem pausas respiratórias, sem articular adequadamente as palavras
- falar enquanto corre ou pratica exercícios físicos
- falar em ambientes ruidosos, poluídos, com alteração da temperatura
- falar ou cantar fora do seu registro vocal
- consumo de agentes irritantes às pregas vocais como álcool, cigarro, drogas
- uso de medicamentos que possam causar alterações específicas nas pregas vocais e alterar seu funcionamento
- não tomar água (desidratação)
- pigarrear constantemente
- falar muito rápido e sem pausas respiratórias
- falar por períodos prolongados, sem intervalos
- hábitos alimentares inadequados, que favoreçam o refluxo gastroesofágico
- falar com esforço
- auto-medicação
- uso prolongado de alguns medicamentos como os corticosteróides
2) São hábitos favoráveis à voz:
- falar sem forçar a voz, evitando gritar ou cochicar
- manter o volume normal da voz
- falar pausadamente e articular bem as palavras
- evitar o abuso vocal
- evitar o stress, tensão, estado crônico de ansiedade
- evitar o uso intensivo da voz em ambientes ruidoso (competição sonora) ou poluídos ou com acústica inadequada
- evitar o uso intensivo da voz em ambientes com fatores ambientais prejudiciais, como ar seco, úmido, ar condicionado, vento, frio, calor, mofo, umidade, poeira, odores, vapores, substâncias voláteis, fumaça
- não fumar (tabagismo) ou usar drogas inalatórias
- não se automedicar
- evitar abuso de tranqüilizantes ou estimulantes
- não beber (etilismo)
- tomar em média de 1,5 a 2 litros de água por dia
- tomar água antes e após falar por tempo prolongado, pois diminui o esforço fonatório
- seguir orientações de aquecimento e desaquecimento vocal quando for falar por tempo prolongado
- evitar hábitos alimentares que favoreçam o refluxo gastroesofágico, a azia e a má digestão, como alimentos ácidos, gordurosos, condimentados
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